Dr Ruy Macedo

Dependem da vulnerabilidade individual.

Lesões Renais: 20% ocorrem no Diabetes Tipo II e 40% no Diabetes Tipo I.

Lesões de Retina: Ocorrem em 25% dos diabéticos, atingem o Diabetes do Tipo I e II.

Cardiopatia: A microangiopatia causada pelos depósitos de glicoproteínas e colágeno no interstício vai proporcionando alterações significativas nas proteínas contráteis (actina – miosina), levando a uma diminuição na contratilidade e à insuficiência cardíaca.

A aterosclerose, com o tempo, leva ao Infarto Agudo do Miocárdio e à gangrena das extremidades.

Ocorre uma aceleração da aterosclerose e comprometimento dos pequenos vasos, levando à neuropatia.

Infecções Secundárias: Têm aparecimento precoce e evolução rápida.

  • Cetoacidose

  • Hipoglicemia

  • Acidose Lática

Microangiopatias

  • Lesões da Retina – Ocorrem devido à neoformação vascular

  • Lesões Renais – Ocorrem devido à glomeruloesclerose

Macroangiopatias

  • Lesões Coronarianas → Infarto Agudo do Miocárdio

  • Insuficiência Vascular Cerebral → A.V.C.

  • Insuficiência Vascular Periférica → Gangrena

Diabetes tipo I – Alterações degenerativas axonais das fibras amielínicas.
Diabetes tipo II – Desmielinização segmentar.

Neuropatia sensitiva: É uma parestesia discreta que causa dor intensa em nervos submetidos à compressão (mediano e nervos próximos ao tornozelo), impossibilitando ao diabético perceber traumatismos e ulcerações.

Neuropatia motora: É uma mononeuropatia de início agudo que ocorre devido à oclusão vascular.

  • Ptose palpebral (III par craniano)

  • Desvio ocular (IV par craniano)

  • Incapacidade de movimentos laterais do olho (VI par craniano)

  • Paralisia Facial – Bell (VII par craniano)

Neuropatia autonômica: Comprometimento de diversas funções, evolução longa. Tem como sinais precoces a taquicardia em repouso, a fixação do diâmetro pupilar e uma diminuição progressiva da sudorese. Suas principais consequências são hipotensão postural, distúrbios gastrointestinais e distúrbios vesicais.

Complicações Renais

Nefropatia Diabética: Ocorre devido ao espessamento da membrana basal dos capilares dos glomérulos, e também devido aos depósitos de glicoproteínas no mesângio, levando à nefrosclerose. A proteinúria que se manifesta evolui para síndrome nefrótica e desta para insuficiência renal em aproximadamente 5 anos.

Papilite Necrotizante: É uma complicação rara, ocorre devido a complicações da pielonefrite crônica, que provoca a eliminação urinária das papilas.


Complicações Renais

Nefropatia Diabética: Ocorre devido ao espessamento da membrana basal dos capilares dos glomérulos, e também devido aos depósitos de glicoproteínas no mesângio, levando à nefrosclerose. A proteinúria que se manifesta evolui para síndrome nefrótica e desta para insuficiência renal em aproximadamente 5 anos.

Papilite Necrotizante: É uma complicação rara, ocorre devido a complicações da pielonefrite crônica, que provoca a eliminação urinária das papilas.

Retinopatia: É uma complicação associada à Hipertensão Arterial Sistêmica.

Não Proliferativa: Microaneurismas → Hemorragias → Exsudato → Edema de retina.
Proliferativa: Ocorre devido ao crescimento de tecido fibroso e neoformação capilar na retina e na câmara vítrea, determinando hemorragias no humor vítreo e/ou descolamento de retina.

Cataratas: Têm evolução rápida e estão relacionadas com o aumento da glicemia.

  • Subcapsular: Ocorre preferencialmente no Diabetes do Tipo I

  • Senil: Aparece mais precocemente nos diabéticos

  • Dermatopatias: Lesões atróficas na região pré-tibial

  • Necrose Lipoídica: Ocorre nas pernas, devido a um espessamento acentuado da pele. Há visualização dos vasos subcutâneos.

  • Infecções: Na maioria das vezes provocadas por Candida, ocasionando eritemas e edemas principalmente nas regiões intertriginosas, provocando abscessos em mamas, axilas e áreas interdigitais.

  • Xantomas

  • Vulvovaginites

Ocorrem principalmente devido às sequelas vasculares e metabólicas.

  • Artropatia Neuropática: Atinge o tarso e metatarso, diminui a sensibilidade, porém preserva a força.

  • Artropatia Juvenil: Ocasiona rigidez progressiva e crônica da mão, conhecida como contratura de Dupuytren (mão em garra).

Em diabéticas grávidas, não se usam hipoglicemiantes orais — utiliza-se preferencialmente a insulinoterapia. Também não é aconselhável a redução de peso.

  • Transplante de Células Beta

  • Transplante de Pâncreas

  • Bombas automáticas de infusão

Abordagens Terapêuticas no DM-2

Objetivos:

ParâmetroValor Desejado
Glicemia (mg/dl) 
– Jejum110
– Pós-prandial (2 horas)140
Colesterol (mg/dl) 
– Total< 200
– HDL> 45
– LDL< 100
Triglicerídeos (mg/dl)< 150
Pressão Arterial (mm Hg) 
– Sistólica< 135
– Diastólica< 85
Índice de Massa Corporal (IMC kg/m²)20 – 25

Análise Global do Paciente

É muito importante levarmos em consideração:

  • Nível educacional

  • Condições socioeconômicas

  • Condição emocional

  • Idade

  • Tempo de evolução da patologia

  • Nível de glicemia

  • Presença de complicações


Programação Terapêutica

Nível Geral

Alimentação:
Individualizada, com objetivo de atingir o peso ideal sem descuidar do aspecto nutricional.
Recomenda-se:

  • Alimentos ricos em fibras solúveis (legumes, grãos integrais, raízes e tubérculos)

  • Uso de adoçantes calóricos (sorbitol, aspartame)

  • Uso de adoçantes não calóricos (sacarina, ciclamato, stévia, sucralose, acessulfame K)

  • Evitar excesso de sódio

  • Evitar bebidas alcoólicas

Atividade Física:
Regular, compatível com a capacidade individual, considerando:

  • Idade

  • Presença de complicações cardiocirculatórias, neurológicas ou renais

  • Estado metabólico

Objetivos:

  • Melhorar controle metabólico

  • Aumentar resposta cardiovascular

  • Controlar o peso

  • Equilíbrio psíquico

  • Qualidade de vida

Importante: Avaliação clínica prévia.


Educação para Automonitoramento da Glicemia

  • Amplia o conhecimento do paciente

  • Favorece mudança de atitude

  • Permite ajustes na alimentação, exercícios e medicações

  • Pode ser:

    • Direta: Glicemia capilar

    • Indireta: Glicosúria


Medicamentos

Antidiabéticos Orais

Hipoglicemiantes – Aumentam a efetividade da insulina

a) Inibidores da alfa-glicosidase:

  • Dificultam a absorção dos glicídios

  • Exemplos: Acarbose (Glucobay), Voglibose, Miglitol

b) Biguanidas e Glitazonas:

  • Diminuem a produção hepática de glicose

  • Aumentam a utilização periférica de insulina

Biguanidas:

  • Fenformina – Debei

  • Buformina – Siludin Retard

  • Metformina – Glifage, Glucoformin

Glitazonas:

  • Rosiglitazona – Avandia

  • Pioglitazona – Pioglit

Anti-hiperglicemiantes – Aumentam a oferta de insulina:

  • Incrementam a secreção pancreática

  • Exemplos: Sulfonilureias, Glinidas


Insulina

Pode ser utilizada isoladamente ou em terapias combinadas com antidiabéticos orais.

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